1. Foi numa noite dessas, que vivi cinco dias

A noite de Dani

Dia chato e cansativo.

Só queria se distrair, tentar relaxar e esquecer por um momento todos os problemas que a faziam chorar. Então resolveu sair com as amigas, já que sentia-se sozinha, mas sabia que ali não poderia ficar.

– Quero e preciso mudar. Talvez me reencontrar.

Não fez questão de ficar diva, pois só queria se sentir viva.

Com uma calça jeans rasgada, camiseta larga e clara, uma botinha confortável nos pés, cabelos com cachos longos e soltos, nos olhos uma sombra escura que marcava bem seu olhar determinado e em seus lábios um batom mate marsala.

Cachos;

A noite de Dani.

Pegou seu carro e saiu, foi ao encontro das distrações.

Na cidade vizinha, estava acontecendo uma festa de peão, então decidiram ir pra lá e, como todos os anos anteriores, adoravam assistir aos shows que aconteciam após os fechamentos das montarias.
Todos bebendo, dançando e beijando.

Tudo perfeito até então.

Uma noite quente, digna de muita cerveja e campeonato de argolas entre amigos.

– Dani é o nome dela. A campeã da disputa de argolas e do sorriso encantador.

Após muitas cervejas e uma sequência de risos na roda de amigas, resolveram ir ao banheiro.

– Eita, acho que não estou me sentindo muito bem.

De repente, tudo começou a girar, seus olhos começaram a lacrimejar e o coração passou a disparar de uma forma diferente.

– É ele, prefiro não acreditar, mas é ele.

Existem muitos Eus dentro de mim, mas nenhum deles jamais pensou em deixar de te amar. Me afastei, neguei, menti. Nos encontramos por aí! Assim espero.

https://desenrolacordeiro.wordpress.com/?s=eus

Na ida ao banheiro, reviu seu antigo parceiro. A paixão que mantia-se viva dentro de apenas um coração. Uma explosão de sentimentos em frações de segundos.

A noite que estava perfeita, passou a se tornar um pesadelo.

Dani ficou desnorteada, fingia estar tudo bem, mas seu olhar mostrava que a dor da saudade a atormentava.

-Ele parecia estar tão bem, tão feliz e desinteressado com o passado.

Ela só queria sair de lá. Se pudesse se teletransportava, jogaria uma fumaça e sumiria com ela, se transformaria em um poste, enfim, entre tantas outras opções surreais, apenas saiu com pressa e sem se despedir.

– Como?

– O que foi que eu fiz para sentir tanta dor?

– Dói muito!

Continua…

Francielle Cordeiro

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