Talvez

O som melódico da minha voz;
Tuas mãos liam meu corpo poesia;
A leitura em braille em cada estrofe envolvendo minhas curvas.

-Era assim. Era isso que me dizia.

Talvez fossemos a escrita do mais intenso romance;
Talvez seríamos o filme de comédia romântica,
Mas o vagabundo a transformou num drama.

A dama é vingativa;
Mira, sorri e suspira.
Lamentável o superável,
Mas não acreditou no inevitável.

Talvez fossemos a mais bela dança do vento conduzindo a borboleta;
Talvez seríamos a parceria perfeita como o trabalho dos insetos,
Mas me traduziu de forma incorreta;
Citação direta;
Maneira indiscreta de virar a página.

Esse capítulo estava cheio de “talvez”
E pra dizer a verdade,
O talvez é só mais uma possibilidade.
Um escritor precisa de uma história,
Expectativas, tentativas, sofrimentos, porém verdades!

Me leu em mentiras;
Fiz poesias sem rimas,
Pois assim é a vida;
Nem tudo se encaixa, mas ainda sim se ligam.

Histórias cheias de “talvez”, nunca nos levam para fins algum.

– Mas não quero um fim!

Fins são necessários, para a evolução e construção de novos poemas.
Poesias, acústicos e novos dilemas.

Não tocarás em mais nenhuma página; “O livro transforma teu conhecimento, já a poesia transforma quem tu és”.

Se não és capaz de ir além da capa, não és digno de uma história.

 

Francielle Cordeiro

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2 comentários sobre “Talvez

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